Há um debate intenso sobre o PLC 122 no Congresso Nacional.
Vários parlamentares evangélicos dizem ser contra, mas na verdade só demonstram isso dentro de suas igrejas. Alguns, por exemplo, deputados estaduais, dizem ser contra, mas na verdade aprovam na ALERJ as leis de interesse do governador Cabral que possuem a mesma linha do PLC122. Aliás, veja a matéria abaixo em que os deputados estaduais evangélicos aprovaram o dia do orgulho gay no Estado do Rio de Janeiro:
http://transparenciacrista.blogspot.com/2009/08/deputados-estaduais-evangelicos-do-rio.html
Segundo o blog Transparência Brasil, “nenhum, repita-se, nenhum deputado evangélico ou católico votou contra a aprovação deste dia ou criou algum tipo de dificuldade regimental durante a sessão.”
Os deputados federais evangélicos, católicos e os demais, deixaram passar o PLC122 na Câmara dos Deputados. Eles nem viram quando seus colegas aprovaram com voto de liderança, demonstrando que não estavam preocupados com tema de alta relevância que só repercutiu quando os únicos senadores evangélicos, Marcelo Crivella e Magno Malta, insurgiram-se contra a sua aprovação.
Circulam pelas igrejas diversos supostos “defensores dos princípios cristãos nos parlamentos” que dizem uma coisa nas igrejas e procedem de forma diferente no exercício do seu mandato. Alguns, até já se envolveram com escândalo e por pouco não foram caçados.
Aliás, na campanha para governador de Cabral, não só parlamentares evangélicos, mas pastores de grande expressão na mídia e no meio evangélico, apoiaram o então candidato Sérgio Cabral, a pedido do ex-governador Garotinho, seu principal cabo eleitoral naquela campanha, mesmo sabendo que Cabral tinha no Senado Federal um projeto de Emenda Constitucional que visava a alteração da Carta Magna para que fosse reconhecida a união entre homossexuais na Lei Maior. Este projeto não foi retirado nem a pedido dos deputados evangélicos e nem a pedido dos pastores, mas a pedido do senador Marcelo Crivella, como publicou todos os jornais do Rio de Janeiro na ocasião. A publicação de O Globo pode ser lida no link abaixo:
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/05/286001469.asp
Agora, próximo às eleições, Crivella e Magno Malta, como verdadeiros defensores dos valores morais defendidos pela maioria dos eleitores evangélicos e católicos, lutam no Senado para conter a aprovação do tema aprovado previamente na Câmara dos Deputados em Brasília, sem que qualquer deputado federal desse o alarde. Este esforço pode ser visto na matéria abaixo:
Daí, o eleitor faça o seu julgamento e saiba quem é quem, para aprovar ou reprovar os seus representantes.
Todavia, é recomendável que este tema e nomes sejam guardados, debatidos e divulgados para que não sejamos enganados, seja pelo rádio, pela TV, nos púlpitos ou por qualquer outra maneira que os manipuladores escolham.
www.amigosdocrivella.wordpress.com


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O Brasil é um país laico, isso quer dizer que as leis e as políticas públicas não se pautam por princípio religioso A ou B. Ao mesmo tempo o nosso país é multicultural e multi-religioso e isso é muito saudável, pois vivemos numa sociedade democrática, aqui existe liberdade religiosa, de expressão e, pelo menos, na teoria os Direitos Humanos são válidos por aqui. Ao invés de ficar reproduzindo as interpretações distorcidas de outros, antes de se posicionar contra ou a favor, leia o Projeto de Lei, daí vai ficar mais fácil formular uma opinião com bases e fundamentos sólidos. Já li e debati o PLC 122/2006, na íntegra, com uns amigos advogados e o mesmo não fere a Constituição em nada, pois assegura todos os direitos constitucionais, como a liberdade de culto. Além do mais, o PLC vai oferecer proteção para outras minorias, além dos LGBTs, tais como: afro-descendestes, mulheres, idosos, crianças/adolescentes, portadores de necessidades especiais, etnias, procedência regional e liberdade religiosa. Então, o projeto de lei complementar não é uma “lei gay” como os opositores dizem, mas uma proposta de lei contra o preconceito, a discriminação e as práticas violentas contra essas minorias que por muitas vezes resultam em óbitos. A própria Bíblia diz que:
-não se deve fazer acepção de pessoas, ou seja, discriminar, agir com preconceitos;
-devemos tolerar, perdoar e amar o próximo;
-Deus dá o livre arbítrio;
-o atributo de julgar e condenar o próximo pertence só a Deus e Ele não o dá a ninguém, pois olhou do céu e viu que todos tinham pecado e estavam destituídos de sua graça. Além disso, o próprio Deus falou que por mais que o homem se santifique aos olhos Dele não passará de rocha de iniquidade;
-quem nunca pecou que atire a primeira pedra;
-o hipócrita deve parar de olhar o cisco no olho do outro e tirar a trave dos próprios olhos;
-os trabalhos dos líderes da Igreja não devem ser por força nem por violência, mas por amor. Mas o que se vê nos sermões de muitos não são pregações, são agressões em nome do evangelho e isso não é bíblico;
-a salvação é pela fé mediante a graça de Deus, não é por obras para que ninguém se glorie;
Mas muitos que se dizem cristãos ignoram todas essas palavras bíblicas, se acham donos da verdade e querem transplantar suas doutrinas para a esfera pública das leis e da política, mas próprio Jesus separou Estado e religiões quando disse "Dai a Deus o que é de Deus (campo religioso) e a César o que é de César” (Campo político e jurídico do Estado). O pseudo-cristianismo, demagógico, essa indústria milionária e comercial, quer passar a falsa idéia de que tem uma liberdade de expressão ilimitada, mas não tem, pois a própria Constituição se opõe ao radicalismo, à intolerância, ao preconceito e à discriminação. Desse modo, se qualquer pessoa se sentir intimidada e constrangida pode entrar na justiça contra o agressor, seja ele uma pessoa física ou jurídica, a justiça terá que agir…
Enfim, o PLC não vai liberar as práticas homossexuais, pois elas já são liberadas há muitos anos e permitidas pela nossa Constituição, são legais. O que o PLC vai trazer são parâmetros para punir os preconceituosos e discriminadores, aplicando multa, prisão, demissão, fechamento de empresa… Vai alterar o Código Penal Brasileiro, que é obsoleto para punir muitos crimes cometidos na sociedade atual, vai mudar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), dando mais direitos aos trabalhadores. Sou educador e estou fazendo uma campanha com meus alunos contra os preconceitos e as várias formas de discriminação. Sou evangélico, amo os LGBT's e demais minorias, sou a favor da aprovação do PLC 122/2006, já!!! A cidadania só é plena com amor em Deus e direitos iguais para todos!!
João eu senti que Deus está na sua vida, no seu texto você cita a palavra tolerância justamente e o que falta no mundo, quem conseguir ser tolerante com certeza será uma pessoa vitoriosa. Fiquei muito emocionado com seu ponto de vista, tenho que aprender a não julgar os outros.