Só posso trabalhar no culto aos domingos, mas meu Pastor não aceita

Mais de uma vez eu já recebi essa frase num e-mail ou MSN: Só posso trabalhar no culto aos domingos, mas meu pastor não aceita. Como tem pastores que também leem esse blog ,então, vou tentar criar um linha tênue entre o pastor e o obreiro sem inverter posições.

Todo Pastor deseja passar por uma igreja cheia de membros e com um grande número de obreiros para trabalhar. E na sua falta, vem o direito à cobrança. Vou dar como exemplo a minha própria igreja: com 220 obreiros inscritos, numa igreja com 2000 membros, com 1400 lugares para sentar e uma igreja com 34 anos de idade. Se coloque na posição do pastor chegando numa igreja que acabou de assumir e com esses dados na mão.

Na busca desses 220 obreiros cadastrados, começa a se verificar que existem obreiros que nunca trabalharam no culto, outros nem uniforme compraram e ainda existem aqueles que não participam em nenhum grupo dentro da igreja. Pior, tem aqueles que, quando o pastor pergunta que grupo ele pertence, tem a cara de pau de afirmar que é do Grupo Jovem, queimando, assim, o grupo. O pastor se pergunta: Com quem eu posso contar? Começa assim a caça aos obreiros…

… e daqueles 220 obreiros, na verdade só 140 são ativos, sendo 100 mais ativos e 40 super ativos. Onde já se viu uma igreja com 220 obreiros não conseguir fazer uma “Reunião dos 70”? Estranho não? Com quem Cristo pode contar nessa noite, pergunta o pastor. E começa a caça aos obreiros-fantasmas.

Nessa caça, o pastor, tendo que fazer relatório da igreja para os Bispos líderes, como se sente? Está em suas mãos a transformação dessa igreja, desse grupo e a cobrança começa no grupo jovem e evangelização que são os grupos com maior número de obreiros.

Nessas entrevistas, a cobrança são dos obreiros que não trabalham no culto por falta de uniforme que tem demorado meses pra chegar, às vezes falta só o sapato que pode ser comprado na esquina, mas deve-se aguardar o que vem da liderança. Então se passam meses sem trabalhar no culto e mais cobranças. Na minha igreja, os obreiros levantadados tem trabalhado sem uniforme, todos de branco, ou de preto, dependendo da reunião.

Tem aqueles obreiros que trabalham ou que trabalham e estudam durante a semana e só podem aparecer na igreja aos domingos para trabalhar no culto… Acredito que esse obreiro só pode aparecer no domingo para trabalhar no culto e a cobrança em cima dele pode ser leve se ele trabalha no primeiro culto e volta a tarde pra evangelizar, pois para aquele que trabalha no culto no domingo pela manhã e não volta mais a igreja à tarde, não precisa ser obreiro, deveria entregar o uniforme.

Ser Obreiro é o desejo daquele homem/mulher que deseja dar a vida pela obra, dar o seu melhor e sem nada a receber.

Se o obreiro não consegue dar o melhor, então não deve ser mais obreiro, afaste-se e deixe a vaga aberta para outro. Para que serve um obreiro que não pode trabalhar na igreja? mais um membro com cargo eclesiástico? Chega disso, tirem todos esses da obra, pelo amor de Deus!

Se o obreiro tem só o domingo para trabalhar, então que dê o sangue no domingo completo. Trabalhe no primeiro culto, tem aqueles que podem trabalhar até no segundo também. Vá pra casa, descanse, almoce e volte a tarde para evangelizar ou descanse para voltar para os cultos da tarde. Dê seu domingo por completo ao Senhor e não apenas 2 horas. Não tenho como pedir aqui ao pastor pegar leve com o obreiro que só pode dar ao Senhor 2 horas do seu domingo da semana toda. E o que se faz com outras horas do dia? Se coloque no lugar do pastor, você também aceitaria essa situação?

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2 thoughts on “Só posso trabalhar no culto aos domingos, mas meu Pastor não aceita

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