Tecladistas da IURD e sua importância na obra de Deus.

repost. 2009

Diferente de outras denominações, a IURD trabalha com tecladistas em seus cultos. Há anos atrás tudo era bem diferente. Algumas igrejas tinham em seus cultos, vários músicos que não poderiam tocar na igreja todos os dias por devoção, mas aos domingos ou cultos a noite, tinham a maioria lá: baterista, guitarrista, baixista entre outros, mas não em todos os cultos.

Na década de 1990, o Bispo Macedo deu preferência ao teclados a orgão. Os órgãos, grandes, caros e barulhentos eram bons pra quem sabia tocar e os (tecladinhos) casio, analógico, pequenos, sem muitos recursos, com vários instrumentos, aqueles ritmos metálicos, (pó, ti, pó pó, ti, pó pó, priss) tá rindo? tá dizendo misericórdia? mas na época era a maravilha do momento, chega de cultos apenas com palmas e fundos de oração repetitivos, pois eram fáceis de levar de um lado para o outro e bom de fazer cultos em qualquer lugar, principalmente em núcleos.

Teclado Casio

Teclado Casio

Com tempo veio a proibição do uso de instrumentos que não fossem o teclado. Diversas vezes fui chamado ao gabinete pastoral (nem sei que assim que ainda chamam hoje) para conversar com o pastor e receber uma chamada por desacatar a ordem (de não sei de quem) que não podia mais usar outro instrumento nos cultos que não fossem o teclado. (Espero que na África essa lei não chegue lá nunca! Imagine um culto africano sem um atabaquezinho?).

E assim os anos foram passando e os músicos (aqueles que estudaram música, com carteira da OMB) foram deixando a iurd e se mudando para outras denominações onde não pudessem enterrar seus talentos musicais. Infelizmente eu não fiz isso e me arrependo, mas Deus me deus um espaçozinho depois de 10 anos pra tocar com meus irmãos.

Aos poucos, fomos conhecendo diversos tecladistas, como conhecemos hoje os Bispos que aparecem na mídia. Tecladistas como Israel que tocava na IURD Abolição o tão famoso teclado Yamaha Clavinova, um tecladão montado numa estante que pra carregar, só num carro como kombi aberta ou caminhão baú. Tinha uma outra obreira que tocava teclado na IURD Botafogo, que usava maria chiquinha, mas não lembro o nome dela, quem souber comente.

Ainda na década de 1990, os tecladistas eram jovens, às vezes adolescente, que tocavam por devoção e pelo almejo de crescer na obra. Com tempo começou a surgir os tecladistas assalariados. Não sei dizer bem como é hoje, mas eu tinha irmãos que tinham carteira assinada pela iurd. E como era a roda dos tecladistas? Simples, aqui no Rio eles queriam tocar apenas em igrejas sedes, Abolição e Botafogo que era onde ficavam as igrejas que a IURD fazia suas programações.

Tinha também a guerra de teclados, algumas igrejas tinham o Roland D20 enquanto outras JV1, a maioria eram da CASIO ou Yamaha das familias PSR como o PSR 500 e de quem toca em sede e quem toca igreja. Igualzinho acontece hoje com os obreiros das catedrais quando conversam comigo por msn perguntam: Você é obreiro de Catedral ou de igreja de bairro? ou Igreja de rua? comentários?***

Falando em PSR 500, tenho uma história bonita e triste sobre ele. Vamos primeiro a bonita. Não me lembro se em 1991 ou 1992, o tecladista da minha igreja, hoje pastor Claudio Marcio que está na paraíba, tinha um sonho e nos fez sonhar junto com ele. Nossa igreja tinha um teclado casio antiguíssimo que o grupo jovem ganhou num torneio de futebol contra a igreja da abolição, acho que foi 7×0 para a IURD Padre Miguel; E, ele queria que a igreja tivesse esse teclado, o PSR 500. Era um tecladão com 5 oitavas (depois eu explico que é isso) com teclas grandes, um painel reluzente e uns instrumentos excelentes, bem reais para época, com pitch, transposer e aquele botão que ficava do lado direito do teclado pra fazer as notas vibrarem.. não lembro o nome, depois comentem aí, se eu não me engano é esse botão que se chama pitch.

Ele tinha uns ritmos excelentes pra época, mas era o olho da cara! Carérrimo e meu pastor na época, não queria saber de comprar, mesmo sabendo que o nosso tecladinho já não tinha teclas pois haviam soltado (também trabalha de domingo a domingo o dia todo né?); Mas a fé, remove montanhas e gera milagres. Claudinho (para os íntimos) reuniu os obreiros, deu um envelope pra cada um até para o grupo jovem para participarmos da compra do teclado que seria excelente para igreja, passou a fé para nós e começamos a viver a fé com ele até comprarmos o tão sonhado teclado que o mesmo o batizou de ABRAÃO, pois foi um teclado comprado pela fé.

Vamos a história triste?

Não sei foi no mesmo ano, não sei também detalhes, mas me parece que a minha igreja, que era sede de 20 igrejas, de bairros de 20km de distância da nossa, como honório gurguel, marechal hermes, camboatá, estrada do sapê, entre outros, não tinha melhor oferta, ou não arrecadava o mesmo com a saída do Bispo Randal, mas, se é verdade ou não, a minha igreja deixou de ser sede para se tornar subordinada a IURD Realengo (o que graças a Deus não ficamos subordinados muito tempo nos tornando mais cedo possível, igreja idependente “explico também por quÊ outra hora) .

Mas o fato triste não era a mudança de sede, não, era que realengo não tinha nada… que a IURD padre miguel tinha, então, um dia eu estava na igreja e nas paredes laterais da igreja não tinham mais as caixas de som, no altar não tinha mais a mesa para microfones e nem o teclado e o tecladista e o pastor estava fazendo culto com uma caixa amplificada velha que usávamos no grupo jovem. ???? Não entendia nada, não entrava na minha cabeça, além de perder pra outra igreja (até os melhores bancos de madeira antigos e bem envernizados pelo grupo jovem) foram embora ficando apenas os bancos brancos e velhos, além de quebrados.

Mas a tristeza toda mesmo, é perdermos o tecladista e o teclado para a igreja Rival (é estranho esse nome, igreja rival, mas era assim que tratávamos uns aos outros infelizmente). Ficamos com uma revolta e tristeza profunda com Claudio Marcio, por sair de padre miguel para tocar em realmengo e com nosso teclado!! comprado com nosso suor. Aquele teclado passou a ser um Bem que tínhamos o prazer de ouvir e ver, pra depois se tornar a tristeza do momento… mas já passou.

TECLADISTAS HOJE.

São os tecladistas nos dias de hoje que sabem melhor que qualquer obreiro por onde anda o pastor, a sua agenda, o que faz. Alguns dormem na igreja e já a abrem para tocar no primeiro culto. São os mesmos que também são responsáveis pelo som da igreja que ficam escondidas atrás de uma sala com ar condicionado e trancado.

Alguns são contratados pelo pastor. Onde eu for tu vai atrás eliseu. O pastor muda de igreja e o tecladista vai junto. Outros têm respostas na língua: Só faço o que o pastor mandá! Não participa da reunião de grupo jovem (o pastor não o paga pra tocar nessas reuniões) é… vocação não é pra todos.

Em 2006 para 2007 ensaiei durante 3 meses para um coral de fim de ano, para tocar na virada, onde não pude ligar os microfones e os outros instrumentos… motivo? Não tinha autorização para mexer no som, somente o tecladista Júnior (tecladista da época); O culto começava às 22h e ele chegou às 21h55. Resultado? cantamos sem instrumentos.

Em 2008 / 2009, eu queria cantar com o coral. Cantar e reger, fiz 35 jovens sonharem com o momento, cantando a música Santo do grupo toque no altar, do dvd restitui, música 14, grandioso louvor e queria cantar idêntico ao dvd. Não tem playback para dvd, então dei ao tecladista 3 meses antes um CD com a música para ele ensaiar. Duas semanas depois sentei com ele e só faltava detalhes.. beleza… Aluguei becas, sonhei com o momento, ensaiei jovens idêntico ao dvd, fiz com que sonhassem com o momento e quando foi no dia 31/12/2008 às 22h30 me chega o tecladista… eu estava esperando como sempre, o tecladista pra pode mexer no som, pois só ele tinha autorização e as chaves. Eu precisava ligar 2 microfones sem fio e 2 com fio e fazer uma passagem de som com o coral que estava vestido com beca desde das 21h, num calor infernal… 22h55 o pastor já estava na porta: vombora!! E o tecladista me pergunta na hora de subirmos pra cantar: Qual é a música mesmo? Qual é o tom? … o tecladista não sonhou comigo, não deu valor ao meu trabalho musical e a grana de investimento… foi um fiasco… quem não gosta de mim estava gargalhando a derrota em cima do altar e eu desci arrasado… Tínhamos que cantar 2 músicas, mas só cantamos 1 e pronto e quis descer e me esconder.

Mas, diante dessas falhas e outras tem gente nova está se destacando, com desejo de aprender, pregando a humildade e compartilhando conhecimentos, desejos, técnicas, seja na internet ou pessoalmente no Bob’s da Catedral do Rio, lançando CDs, participando de comunidades, criando sites pra compartilhar suas músicas e isso faz apagar e renovar a imagem de uma categoria e faz desejar que outras pessoas desejem o mesmo que eles: Ajudar o crescimento na obra de Deus com louvores ao Rei, sendo o melhor no que fazem, tocando teclado na Igreja Universal.

Continuando assim, não haverá igrejas sem tecladistas, como hoje ainda temos.

Tecladistas – Categoria no Cristão da Universal

Pin It

One thought on “Tecladistas da IURD e sua importância na obra de Deus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>